sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Agentes penitenciários fecham BR 101 em protesto pela morte de colega em serviço


Os agentes penitenciários do Rio Grande do Norte realizaram um ato de protesto, no final da manhã desta sexta-feira (9), após o agente Maxwell André Marcelino, de 44 anos, ter sido assassinado no exercício da profissão. Ele foi vítima de uma emboscada, durante a tentativa de resgate de um preso, na cidade de Parnamirim.

Na manhã de hoje, após saírem do velório de Maxwell, dezenas de agentes penitenciários foram até o trecho da BR 101 próximo ao Centro Administrativo do Estado, nas imediações da passarela de Potilândia. Eles fecharam a via por alguns minutos, formando uma espécie de corda humano.


O objetivo da categoria, de acordo com Vilma Batista, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindasp-RN), é chamar atenção da sociedade para as condições em que esses profissionais têm que trabalhar. Além do baixo efetivo, a categoria sofre há vários anos com a falta de material e condições de trabalho.


“Para se ter uma ideia, nós temos 914 agentes em todo o Estado, porém, são disponibilizados apenas 100 coletes à prova de balas. A morte do agente Maxwell é a prova concreta da falência do Sistema Penitenciário potiguar. Infelizmente, perdemos um amigo, um pai de família e um profissional exemplar. Tudo isso por culpa da inércia dos governantes, que nada fazem para melhorar a segurança pública”, destaca Vilma Batista.


Ela cita que estudos de universidades conceituadas em vários países comprovam que o trabalho de agente penitenciário está entre os mais arriscados. “No entanto, parece até que é o contrário, pois nós somos a categoria menos valorizada pelos governantes. Basta entrar em um presídio e é possível ver que vivemos como se estivéssemos às margens da sociedade”, completa.


O protesto realizado pelos agentes penitenciários também tem como foco cobrar da Secretaria Estadual de Segurança Pública a prisão dos demais envolvidos na tentativa de resgate que resultou na morte do agente Maxwell. Até o momento, uma adolescente de 16 anos foi apreendida e confessou a participação, mas pelo menos outros três homens participaram da ação e estão foragidos.

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