sábado, 11 de abril de 2015

SINDASP-RN emite nota de repúdio por charge de Maurício Ricardo

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte vem a público externar, em nome de toda a categoria e trabalhadores do Sistema Penitenciário potiguar e brasileiro, seu total repúdio a charge publicada no dia 7 de abril de 2015 por Maurício Ricardo, intitulada “Impossível barrar”, no site Charges.com.br.

Por considerar extremo desrespeito com todos os agentes e demais servidores do Sistema Penitenciário, o SINDASP-RN, assim como outras entidades de vários estados, exige uma retratação por parte do chargista. Entendemos que a liberdade de expressão e produção cultural é um direito que deve ser exercido pela imprensa e demais setores, como humor, no entanto, esse não é o caso em questão.

A charge denigre e deprecia a figura do agente penitenciário, generalizando e caracterizando como corruptos todos aqueles que diariamente dão suor e fazem esforços sobre-humanos para manter a ordem nas cadeias de todo o Brasil.

Tal charge afirma de maneira caluniosa que os agentes cobram dinheiro dos presos para permitir entrada de celulares ou facilitam a entrada desse tipo de ilícito nas unidades prisionais. Lembramos ao senhor cartunista e a todos da sociedade que esse tipo de insinuação, foge do patamar do bom humor ou da piada e entra no patamar do desrespeito e injustiça contra uma classe trabalhadora.

Lembramos ainda que os agentes penitenciários exercem a segunda profissão mais perigosa do mundo e uma das mais estressantes. Sem condições de trabalho e em estruturas físicas depredadas, somos obrigados a custodiar e manter a ordem entre milhares de criminosos, de alta periculosidade, evitando que eles se transformem em problemas para a sociedade.

Por esse motivo, esperamos o mínimo de respeito para com os servidores do Sistema Penitenciário.

SINDASP-RN
JUNTOS SOMOS FORTES!

Um comentário:

Anônimo disse...

A charge é uma peça de humor que trata de um problema que todos os agentes penitenciários conhecem bem e sabem que ocorre. Como empregado público me solidarizo com certas situações vividas pela categoria, e reitero minha crença que a maioria dos agentes são pessoas de conduta ilibada, mas esta nota é no mínimo um exagero.